sexta-feira, 27 de setembro de 2013

ATRÁS DO CANDELABRO


BEHIND THE CANDELABRA
Realizador: Steven Soderbergh
Pais: EUA
Duração: 118 m

O anunciado projecto, para a HBO, de Steven Soderbergh sobre o entertainer Liberace foi O filme “Behind the Candelabra” (Atrás do Candelabro, em tradução livre), considerado “demasiado gay” pelos estúdios de Hollywood, dirigido por Steven Soderbergh, com Michael Douglas no papel principal, foi um dos grandes vencedores do Emmy, principal prêmio da TV americana. A obra sobre a vida do pianista Liberace levou as estatuetas de melhor filme, actor e director. Um retrato íntimo de Liberace como nunca até hoje mostrado.

Nascido a 16 de Maio de 1919, Wladziu Valentino Liberace (Michael Douglas) foi um pianista prodigioso que se tornou um ícone da América dos anos 1960/70, com os seus espectáculos extravagantes e inusitados, onde misturava o virtuosismo do piano clássico com as músicas populares da época. Neste filme, é contada a tempestuosa relação com o jovem Scott Thorson (Matt Damon), seu secretário e amante desde 1977, cuja relação terminou num escândalo público, depois de seis anos de intensa cumplicidade. Em 1987, pouco antes de morrer, Liberace faz um último telefonema ao ex-amante, com quem, finalmente, encontra forma de se reconciliar. Com argumento de Richard LaGravenese e realização de Steven Soderbergh, um drama biográfico que se inspira no livro de memórias do próprio Scott Thorson, "Behind the Candelabra: My Life with Liberace", onde é descrita a sua vida com o músico. (excerto de Luís Veríssimo).


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

EU MATEI A MINHA MÃE

J'AI TUÉ MA MÈRE
(I Killed My Mother)
Realizador: Xavier Dola
Ano: 2009
Pais: Canada
Duração: 96 m

"J'ai tué ma mère" é um filme biográfico escrito e dirigido pelo jovem Xavier Dolan nascido em 1989. Retracta a complexidade do vínculo mãe e filho. O filme atraiu a atenção da imprensa internacional quando ganhou três prémios em Cannes em 2009. Depois da exibição, o filme recebeu uma ovação de pé de oito minutos. Foi exibido em 12 cinemas no Quebec e em 60 salas em França.

Hubert Minel ( o próprio Xavier Dolan), jovem de Montreal de 16 anos, tem uma relação difícil com a mãe,  a qual implica com os seus gostos,  personalidade e a sua ignorância. Entretanto, saudoso de uma infância feliz, Hubert, tenta reconciliar-se com a mãe, inspirado pelo discurso filosófico do seu namorado Antonin (François Arnaud), e pelos conselhos de Julie (Suzanne Clément), sua professora. No entanto, as iniciativas confirmam o abismo que separa o adolescente da sua mãe. 

Aparentemente pelo título parece aproximar-se do filme "Ma mère"um drama francês de 2004, realizado e escrito por Christophe Honoré, inspirado no romance homónimo de Georges Bataille, inacabado pelo autor e publicado postumamente, mas são histórias bastante diferentes.

"O que o torna este filme extraordinário é a sua profundidade de sentimento e a idade de Dolan que o torna ainda mais impressionante: tinha apenas 19 anos quando o realizou."

quarta-feira, 13 de julho de 2011

PARA UM SOLDADO PERDIDO

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  • VOOR EEN VERLOREN SOLDAAT
  • Realizador: Roeland Kerbosch
  • Ano: 1992
  • Pais: Holanda
  • Duração: 92 m

For a Lost Soldier” é mais do que uma simples história aparentemente pedófila, e se reconhecida como tal,  poderemos então indubitávelmente, dizer tratar-se de uma verdadeira história pedófila, porquanto, é fruto das recordações que uma criança conservou durante toda a sua vida e que mais tarde levou-a a escrever um livro. É natural que quem tenha visto ou conheça o filme pense tratar-se apenas disso, um argumento, contudo esconde mais que isso: encobre uma história, a de Rudi van Dantzig, bailarino e coreógrafo de Ballet, o qual escreveu, a pedido, três peças para aquele que considero o maior bailarino de sempre, Rudolf Nureyev.

Além da sua carreira como coreógrafo, desenvolveu uma vertente literária e fez sua estreia em 1986 com o romance autobiográfico que deu origem ao filme agora apresentado. O livro foi filmado e traduzido em Inglês e Alemão, tendo sido na Holanda reimpresso dezasseis vezes, após o qual escreveu um livro com as suas memórias de Nureyev e mais uns tantos contos e romances.

Se é verdade que o relacionamento entre duas pessoas com considerável diferença etária é visto como um desvio comportamental sexual ou social, quando envolve um menor tende mesmo a ser encarada como pecaminosa, senão mesmo como criminosa, ou onde o factor “amor” é completamente expurgado como motivador dessa mesma relação. Talvez este filme, autobiográfico, mostre o outro lado que esquecemos ser possível e que os tabus teimam em não aceitar. Poderemos ser lavados a pensar até que ponto pode essa relação ter influenciado a vida do autor e se a ausência desse momento na sua infância poderia tê-lo levado a uma vida diferente, mas seja como for, é o próprio aceitar o quanto esse episódio foi importante para a sua vida, começando o filme precisamente, em jeito de flashback, com Rudi Dantzig (Jeroen no filme) a recordar com nostalgia esse passado com bastante ternura, o que aliás se reflecte na forma como descreve os acontecimentos, procurando nessas mesmas recordações ultrapassar uma crise de inspiração como coreógrafo.

E se me prolonguei nesta história que se esconde por detrás do filme é porque não é de somenos importância para o entendimento ou mesmo enriquecimento do filme, visto ser aquela história que poucos chegam a conhecer.

È um filme que se recusa a carregar para a história uma bagagem psicológica e social contemporânea escusando-se a qualquer menção depreciativa da homossexualidade, limitando-se a demonstrar que o amor pode ser um misterioso designo tão puro quanto aquele que encontramos no Du Er Ikke Alene (ver noutro post este filme), um outro filme que enfrentou fortes censuras e proibições em lugares mais conservadores, e em Portugal, obviamente, jamais exibido.  Possívelmente o filme sobejamente mais conhecido que retrate uma relação entre um adulto e uma criança seja o “Morte em Veneza” mas nada ou pouco terá em comum com este e muito menos com o livro de Thomas Mann que inspirou este último filme referido.

Por fim resta dizer que a história do filme (e do livro), lembrada através dos olhos do jovem Jeroen (Maarten Smit), um jovem introspectivo loiro de 13 anos, passa-se no final da 2ª Guerra Mundial, sendo Jeroen enviado pela sua mãe para uma quinta no interior dirigida por um homem austero e religioso. Com a chegada dos aliados ao país, Jeroen desenvolve uma amizade íntima e intensa com o soldado canadense Walt. Surge então entre os dois uma relação afectuosa e íntima além do imaginado, servindo de palco este cenário para o desenrolar da descoberta da sua própria sexualidade e aprendizagem sobre o amor de uma forma inusual.

Deixo-vos aqui o trailer que considero mais bem conseguido do filme, assim como a possibilidade de o obterem pela internet.

TRAILER

DOWNLOAD MOVIE

terça-feira, 12 de julho de 2011

ORAÇÕES PARA BOBBY

PRAYERS FOR BOBBY

Realizador: Russell Mulcahv

Ano: 2009
Pais: EUA
Duração: 1:25 m

O recente caso mediático do violinista Tyler Clementi da Universidade Rutgers, um caloiro que cometeu suicídio após ter visto um relacionamento seu com outro homem, filmado com uma câmara oculta, colocado ao vivo na internet, é um dos muitos casos que tem terminado da pior forma no que respeita a abordagem da homossexualidade nos dias de hoje por parte da sociedade, quer descriminando-a, não aceitando-a ou mesmo hostilizando quem a pratica. Este filme é um desses casos.

Quem já tenha visto o filme “Latter Days”, a história de um jovem mórmon com tendências homossexuais obrigado a lidar com as suas convicções religiosas e com o que de facto sente em relação à sua sexualidade, encontrará neste “Orações para Bobby” alguns temas em comum, todavia explorados de forma intensamente dramática que não perdoam algumas lágrimas a quem o veja. Aliás já o mesmo acontecia com o “Latter Days”, mas sem os convencionalismos dos “Beautiful Boys” que persistem nos filmes mais actuais e que de certa forma retiram a primazia do argumento em função de mercantilismo de corpos que só por si permitem garantir a sua colocação no mercado cinematográfico, não obstante o “Latter Days” ser um filme bem conseguido e contar com a tímida presença do actor Joseph Gordon-Levitt do fabuloso filme “Mysterious Skin”. Também com o filme “Rock Haven” tem algumas semelhanças no que diz respeito às questões religiosas mas distancia-se bastante quanto à qualidade do argumento. “Orações a Bobby” é um filme bastante cru, duro e hipernaturalista, não só quanto à fotografia do filme, mas também quanto aos sentimentos que o realizador conseguiu despoletar nos actores.

Baseado numa história verídica e partindo do livro do jornalista Leroy Aarons, fundador do “National Lesbian and Gay Journalists Association”, conta com um surpreendente desempenho da parte da actriz Sigourney Weaver e pelo qual foi premiada. Não se trata de um filme com um final feliz, mas mostra que depois de um final infeliz pode haver um recomeço, mesmo que ele seja duro, angustiado e cheio de culpas nas questões sociais e religiosas quanto à homossexualidade.

Não me querendo alongar muito no texto, e já que referi alguns pontos comuns entre filmes, não resisto a partilhar mais um que pode constituir-se como um momento de reflexão: A atracção que o mundo homossexual, ou os realizadores, nutrem por pontes, associando-as amiúde das vezes a momentos trágicos ou de pura introspecção ou catarse. Quem já tenha visto o L.I.E de Michael Cuesta, não deixará de associar neste filme, ambas as cenas que se passam numa ponte. Poderá existir algum sentido metafórico cinematográfico na eleição deste elemento, ou constituirá mesmo uma expressão do foro psicológico relacionado com a condição do homossexual que tenta construir, por assim dizer, uma "ponte" entre o seu mundo secreto e o real, tão notório neste filme que agora apresentamos?
Um filme a não perder e se ainda tem dúvidas quanto a isso convido o leitor a ver o primeiro minuto do filme, onde à semelhança do “Priscilla - A Rainha do Deserto” a canção profetiza um grande filme.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

ANTES QUE ANOITEÇA

BEFORE NIGHT FALLS
Realizador:Julian Schnabel
Ano:2000
País:USA
Duração:133 min

Este filme proporcionou a primeira Nomeação para Óscar (Melhor Actor) ao espanhol Javier Bardem. Vencedor no Festival de Veneza, também na Categoria de Melhor Actor, conta com a participação de Sean Penn e Jonnhy Depp, este último transvestido.
Este drama biográfico retrata a história de Reynaldo Arenas (1943-1990), escritor cubano que viveu intensamente – ainda que diferentemente – a mais marcante revolução política do seu país. Reynaldo Arenas foi um dos homens que, através da escrita, se opôs ao regime. Homossexual assumido e “provocador” na sua forma de escrever, Arenas rapidamente se tornou num alvo a abater pelo governo de Fidel Castro. Desde a passagem pela prisão, a censura dos seus escritos, até à sua fuga de Cuba, num objecto (câmara de ar) que haveria de ficar imortalizado como «jangada da vida», esta obra relata a vida de um homem incessantemente perseguido e debruça-se sobre os problemas de uma sociedade que, dizendo-se igualitária, recriminava e punia toda e qualquer diferença de ordem artística, sexual ou cultural.
Tendo como pano de fundo a situação política de Havana, a película debruça-se abertamente sobre a questão da homossexualidade e a forma como esta, ontem como hoje, é mal aceite pelas sociedades. Mais que um filme, Antes que Anoiteça é um retrato histórico de um país mergulhado – até aos nossos dias – em contradições e equívocos.
Rating: Rottentomatoes 93% IMDB 7.2 Blog 7

terça-feira, 4 de agosto de 2009

BEAUTIFUL BOXER

Realizador:Ekachai Uekrongtham
Ano:2003
País:Tailandia
Duração:118 min


Oriundo das Filipinas, é uma história da determinação e concretização de um sonho que por vezes parece impossível de alcançar. É a história verídica de Nong Toom, um famoso lutador de Muay Thai que se tornou atleta para conseguir juntar dinheiro para ajudar a sua família (oriundo de um meio extremamente pobre) e submeter-se a uma operação de mudança de sexo (daí o título sugestivo, Beautiful Boxer). O realizador consegue transmitir a ideia de que Nong Toom é uma mulher presa no corpo de um homem. A grande força do filme reside também na interpretação do estreante Asanee Suwan. Escolhido através de um casting e sendo praticante profissional de kickboxer, faz ele mesmo todas as cenas de luta (aliás muito bem coreografadas), o que traz uma mais valia para o filme. Por outro lado, a nível dramático consegue transmitir a fragilidade necessária ao personagem criando um transexual credível em densidade emocional e física. É extremamente curioso vermos, ao longo do filme, o assumir da sua transsexualidade. À medida que se vai tornando mais famoso, vai aparecendo cada vez mais maquilhado e feminino em cada combate que participa. Obviamente que o filme não é perfeito; tem algumas falhas principalmente a nível de montagem/edição e talvez seja um pouco longo demais. A nível interpretativo, só mesmo Asanee Suwan se destaca, embora a película dependa quase em exclusivo da sua capacidade dramática e física. No geral, e como filme de estreia do cineasta filipino, é uma película recomendável e bastante interessante, não tendo comparação com o estilo de realização dos biopics americanos (alguns deixam bastante a desejar). Citando a sinopse que promove o filme: Ele luta como um homem para se poder tornar uma mulher…
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Rating: Rottentomatoes 90% IMDB 7.6 Blog 7

domingo, 14 de junho de 2009

E A TUA MAE TAMBÉM

Y TU MAMÁ TAMBIÉN
Realizador: Alfonso Cuarón
Ano:2001
País:México
Duração:105 min
Legendas: EN

Irreverente e comovente, este filme explora o valor da amizade, das relações, do auto-conhecimento, do sexo e da essência da vida. Foi um grande sucesso tornando-se um ícone do cinema mexicano. É protagonizado por Gael García Bernal, sobejamente conhecido do cinema internacional, e Diego Luna que tem participação especial no filme “Milk”, tendo sido dirigido por Alfonso Cuarón, realizador de filmes de grande sucesso, dos quais se destaca uma das sequelas do Harry Potter.Definitivamente, o cinema latino-americano encontra-se mais vivo do que nunca, surpreendendo pela maturidade expressa nesta produção. Trata-se de uma obra que consegue perpassar simultaneamente os dilemas e conflitos individuais, assim como as contradições sociais de um país inserido na globalização, mas, ao mesmo tempo, replecto de regiões que ficam apartadas deste processo. Julio e Tenoch são dois amigos de 17 anos que embarcam juntamente com uma mulher mais velha numa viagem pelo México, em busca de umas férias paradisíacas. Com o decorrer da viagem os confrontos são inevitáveis pois ambos sentem-se apaixonados pela mesma mulher. Mas o que nenhum deles imagina são as experiências que vão aprender com esta nova etapa das suas vidas, assim como as descobertas sobre eles próprios. O papel do narrador é uma das mais brilhantes características do filme. A narração, feita na terceira pessoa, de forma sóbria e comedida, dá o ritmo para se compreender as mudanças que vão ocorrendo e as relações entre a visão individual e o contexto social. Portanto, este filme é imperdível para todos os amantes da arte cinematográfica e da poesia que é a vida: "como espumas do mar"! Emocionante!
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(In SPANISH with ENGLISH subtitles)
Cinema gay cinema G filmes G sex sex free anal blowjob
Rating: Rottentomatoes 91% IMDB 7.8 Blog 8

domingo, 7 de junho de 2009

SHELTER

Realizador:Jonah Markowitz
Ano:2007
País:California/USA
Duração:95 min
Legendas: Eng

Se aparentemente podemos pensar que este filme se resume a surfistas, problemas sociais e um pôr-do-sol, rapidamente percebemos que Jonah Markowitz conseguiu transcender esses clichés não obstante recorrer a eles. Prova disso são as várias premiações em festivais, dos quais se destacam o "Los Angeles, Philadelphia, Seatle Gay & Lesbian Film Festival" e "Vancouver Queer Film Festival", tendo sido apresentado no Queer Lisboa 2008, o filme tende a tornar-se um marco no cinema LGBT.
Forçado a desistir do sonho de entrar para uma prestigiada escola de arte, a fim de cuidar da sua família, Zach (Trevor Wright) habitua-se a uma vida onde omite as suas próprias necessidades em favor de tomar conta da sua irmã mais velha, Jeanne e o seu sobrinho, Cody, que o considera um verdadeiro pai. Quando o irmão mais velho do seu melhor amigo, Shaun (Brad Rowe), regressa a casa para procurar inspiração para um novo livro, Shaun e Zach acabam por desenvolver uma grande amizade. Apesar de namorar com a jovem Tori , Zach aos poucos deixa-se relacionar emocionalmente com o escritor que não esconde o facto de gostar muito dele. E apesar de sentir-se atraído por Shaun, Zach vai estar cheio de dúvidas e terá receios de enfrentar a sua verdadeira identidade, a sua família e amigos. Quando finalmente o jovem assume os seus sentimentos, eis que irá surgir outro dilema na sua vida deixando-lhe a pensar naquilo que é mais importante para si.
Enquanto O Segredo de Brokeback Mountain contava uma história de amor amaldiçoada pela intolerância alheia e a pessoal dos dois amantes, culminando num desfecho triste e amargo, Shelter concretiza seu título (literalmente traduzido quer dizer Abrigo) e conclui sua história de forma doce e cheia de esperança sem, com isso, trazer soluções milagrosas, apenas avanços e conquistas naturais a qualquer pessoa que se disponha a seguir um sonho.
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(Megaupload)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A GAIOLA DAS LOUCAS

LA CAGE AUX FOLLES
Realizador:
Edouard Molinaro
Ano:1978
País:FR/ITA
Duração:87 min
Legendas: FR Subt. PT


O filme narra a chegada de Laurent Baldi à casa dos pais, um casal homossexual formado por Renato, o gerente de uma boate drag de Saint-Tropez, e Albin, a atracção principal do estabelecimento. Laurent volta para casa para anunciar que está noivo de Andrea, filha do político ultra-conservador Simon. Com a ocorrência de um escândalo sexual no seu partido político, Simon decide casar sua filha com Laurent para poder fazer a mídia esquecer tudo, sem imaginar como é a família do noivo.
Em 1996, um remake norte-americano do filme, intitulado The Birdcage e dirigido por Mike Nichols, foi lançado. Nele, os personagens foram transferidos para Miami na Flórida e algumas cenas receberam uma óptica um pouco mais modernizada. Aconselha-se a versão original.
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segunda-feira, 1 de junho de 2009

YOU ARE NOT ALONE

DU ER IKKE ALENE
Realizador:Ernst Johansen e Lasse Nielsen
Ano:1978
País:Dinamarca
Duração:90 min
A Dinamarca, na tradição de outros países nórdicos, sempre teve fama de permissiva e liberal no que se refere à sexualidade. Ficaram famosos no início da década de 70 os pitorescos filmes pornográficos da Suécia, um pouco antes do estouro do mercado americano no género. Por essas e outras, somente naquelas regiões é que se poderia produzir um filme como "Du Er Ikke Alene", mais conhecido pelo seu título americano: "You Are Not Alone". Rodado em 1978, o filme marcou uma época na Europa, apesar de enfrentar censuras e proibições em lugares mais conservadores. Nos EUA só entrou em cartaz em 1981. Em Portugal, obviamente, jamais foi exibido. A crítica saudou o filme como uma espécie de "Truffaut sensual", referindo-se aos filmes delicados dirigidos pelo francês François Truffaut, que muitas vezes debruçou-se sobre o universo do afecto infantil, como no clássico "A Idade da Inocência" (1976) - porém nunca ousando mergulhar demais no lado sexual de seus personagens, mantendo o tom "família". Já "You Are Not Alone" é mais atrevido. Ficou famosa a cena em os dois rapazes Bo e Kim tomam banho no chuveiro da escola e comparam seus órgãos sexuais. Mas apesar de tamanha ousadia, em nenhum momento o filme cai na vulgaridade e na gratuidade. Tudo é feito e mostrado de maneira subtil, romântica e natural. A questão da puberdade e da descoberta sexual é sempre retratada de forma doce, lírica e honesta. E ainda com o charme do visual fim dos 70, os rapazes com seus compridos cabelos e jeito andrógino. É um filme terno, delicado e bonito, que em alguns momentos também lembra seu futuro parente "Amigas de Colégio" (Fucking Amal, 1999), do sueco Lukas Moodyson, principalmente no trecho final, que no Alone tem um impacto surpreendente. Tendo este fds visto no cinema o novo filme sueco de Vampiros "Deixa-me entrar", que aborda o universo da adolescência de uma forma tão visceral quanto este, não poderia deixar de o publicar hoje, dia da Criança.